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Poesia de Negra Noite- QUANDO DEIXEI O MEU MEDO ME BANIR PARA FORA DE MIM / música: Sinto falta desse amor-Marcus di Cesaris


Foi assim, devagar…

ele foi se aproximando

como não quisesse nada

e me pegou a fundo.

Penetrou em minha alma

e se fez latifundiário de mim.

Não quis negociação

promoveu desavenças

camuflou desejos

e escravizou-me…

Esse medo que invadiu-me

certa vez

fez das loucuras pequenas

grandes loucuras

Deixou-me cega

Intransigente como só

negou-me o direito

de ir e vir em mim mesma.

Fui covarde até

não neguei-lhe quaisquer

provisões

tudo lhe dava sem soberba

e esse MEDO se apoderou

de minhas propriedades

fez dos meus limites

escassos pontos de cerca aramada

fez de minhas terras verdes

com frutas maduras

e flores magestosas

um terreno árido

sem água que se bebesse

até saciar-se da sede.

Sem frutos maduros

da convivência pacífica no dia a dia

sem o labor sadio de mãos cansadas

mas bem alimentadas do amor

divino das colméias

e flores laranjais…

Eu me bani para fora de mim

ao deixar o MEDO

ingressar-me.

Sem o desejo de lutar

com o esmorecimento

até da dúvida-

ela que muitas vezes é bem vinda

e sadiamente esperada …

Fui covarde de mim

Um vassalo desacreditado

uma alma penada

uma memória sem pensamento…

O MEDO foi um dos maiores

coronéis dessa batalha

que eu não me neguei a intransigir…

Doeu muito ver-me diminuir-me

Ver-me menos que o verme

solto e livre trafegando

o caule da árvore

de meu terreno onde eu era

um hóspede não bem vindo.

Meu olhar se fechou por MEDO

O pior foi ver o meu coração

se acovardar e não mais deixar-se amar

Isso foi o pior que fiz a mim

Não permitir-me nunca mais me amar…

E sem me amar 

eu nunca mais AMEI NINGUÉM…

(Negra Noite-10/novembro/2012- em resposta à um alguém que ainda está doente de amor)

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Poesia de Negra Noite (AMOR TRISTE)


AMOR TRISTE

Esse vazio
que em mim existe
Não deveria
estar aí…
Achei que tu
era aquele
que iria me amar
que seria meu par…
Desiludida
afinal
ponho-me nesse canto

                       – o Encanto acabou!

(Negra Noite-02/10/12)

música a se ouvir: Paul Young – Everytime You go Away- tradução

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Poesia de Emma Lensk (DEIXE-SE AMAR)


Deixe-se amar

Por que estais sozinho esta noite ?
Não hesite por um segundo, nem meio.
Caminhe ao meu encontro
E deixarás a solidão de hoje,
De amanhã e todo o sempre.
Segurarei tuas lindas mãos
Mesmo que calejadas,
Jamais deixarei alguém machucá-la.
O medo não precisa existir
Entre nós, o sentimento não precisa extinguir.
Deixe este caminho escuro.
Deixe esta solitude.
Sinta comigo a chuva
Que lava a dor de sua alma
E entrega a ti esperança e calma.
O amor é o natural dos seres
Não retenha-o,
Pois uma vez contido, petrificado,
Ele jamais se entregará.
E tudo apodrecerá… Você,
Seu coração, o amor e meu ser.
Já sei…
Estais sozinho pois
Esta é uma noite
Como todas as outras.
E você não cede, não se mexe.
Se quiseres, estarei te esperando
Entre, faças o que quiser
Pegue um vinho, me beije, tome um banho.
Mas não digas que não quer,
Não aguentaria ver teus olhos partindo
Em busca de outros braços,
Em busca de uma outra qualquer.’
(Emma Lensk)
Texto publicado no Recanto das Letras

Perfil  no Recanto das Letras: EMMA LENSK

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