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O MUNDO NÃO É MATERNAL – MARTHA MEDEIROS


O mundo não é maternal

É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é um erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco. 

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso. 

Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba. 

O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento. O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa. 

O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos ouvir. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego. 

Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção. Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo. 

Mãe é de graça!


_____ Martha Medeiros


Via  grupo de poesia do Rodrigo



***Dia Das Mães (no Brasil) será dia 14 de maio de 2017

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Arquivado em JEITO FEMININO

Mensagem de reflexão (Tomás Edison)


Quando indivíduos tolhem um outro por este não ter a mesma percepção, ligeireza, esperteza que eles, sempre incorrem em graves erros.

Somos tão distintos que uns podem demorar um pouco mais para aprender algo ou ter uma percepção menos ágil, a princípio.

O vídeo e a história revelam que o ser humano, não tendo conhecimento que está sendo deixado de lado por suas características físicas, emocionais ou mentais, certamente se tornará o grande personagem que tem condições de ser. Porque a sua mente brilhante funciona conforme ele caminha e quais caminhos segue.

Milena Medeiros
02/05/2016

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2 de maio de 2016 · 8:17 PM