Arquivo da categoria: saudade e lembranças no orkut

scraps recebidos nos orkuts que possui ou possuo. Amizade que no tempo ficou. Coisas legais compartilhadas.

Toda ausência


ausência

Cada vez que entro em sua vida

me vejo mais ausente dela.

Isso dói…

10/05/2013- milena poeta- online

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11 de maio de 2013 · 3:55 PM

Poesia de Milena Medeiros – A OUTRA


Eu sei
que um passado
tens
e tens de teu passado
más e boas lembranças
Sei que vives angustiado
e não entendes 
esse teu coração…
 
O passado é um presente
que nos destina um futuro
Se agora te lembras dele triste
Aguarda terminar toda a história.
 
Você a amou…
é isso…
Não te imponhas
magoar-te mais ainda
Relevando um romance
que te fez inteiro
O amor, mesmo quando
extinto está
nos completa de certa maneira
e nos faz nos complementar
 
Desta forma
deixe-a
livre ao mundo
sem ódios,
sem nada…
por que senão
apagar-se-ão
toda a tua vida
e eu nela não estarei!
 
Milena Medeiros -07/12/2012-06:47h
 
(especial a ti, meu desejo)
 

Se tu já amaste não jogue tua história ao lixo. Guarde-a junto ao teu coração! Só assim saberei se teu tanque está cheio

 

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Recomendo ver esse vídeo- CORAZON PARTIO- Alejandro Sanz & Ivete Sangalo- Maracanã (com tradução a parte)


CORAÇÃO PARTIO 

Curativos para este coração partido
Curativos para este coração partido

Como vês, não há dois sem três,
Que a vida vai e vem, que ela não pára
E, o que eu sei,
Mas mesmo mentindo, diga que ainda há algo
Entre nós dois,e que em seu quarto
O sol nunca aparece, não existe o tempo
Nem a dor

Me leva, se quiser, à ruína
A nenhum destino, sem nenhum porquê

Eu já sei, coração que não vê
É o coração que não sente
Ou coração que mente, amor
Mas você sabe que no mais profundo da minha alma
Existe aquela dor por acreditar em você
Que foi feito do encanto e da beleza de viver?

Por que me curou quando estava ferido
Se hoje me deixa de novo com o coração partido?

Quem vai entregar suas emoções?
Quem vai me pedir que nunca a abandone?
Quem vai me cobrir se esta noite fizer frio?
Quem me vai curar o coração partido?
Quem vai encher de primaveras este janeiro,
E vai trazer a lua pra a gente brincar?
Diga, se você for embora, diga meu bem
Quem vai curar meu coração partido?

Curativos para este coração partido
Curativos para este coração partido

Dar somente aquilo que te sobra
nunca foi compartir, sim dar esmola, amor.
Se você não sabe, te digo logo eu.
Que depois da tempestade sempre chega a calma.
Mas, sei que depois de você
Depois de você não há nada

Por que me curou quando estava ferido
Se hoje me deixa de novo com o coração partido?

Quem vai entregar suas emoções?
Quem vai me pedir que nunca a abandone?
Quem vai me cobrir se esta noite fizer frio?
Quem me vai curar o coração partido?
Quem vai encher de primaveras este janeiro,
E vai trazer a lua pra a gente brincar?
Diga, se você for embora, diga meu bem
Quem vai curar meu coração partido?

Quem vai me entregar?

(tradução obtida no site LETRAS.MUS.BR)

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Poesia de Milena Medeiros – INÉDITA


INÉDITA

Poesia para ti…

“Por vezes várias
te vi
e não te escolhi
quis
esse destino,
brincalhão
e intempestivo,
criar ilusões…
e foi logo à ti,
paixão,
inventar situações?

(Milena Medeiros – inédita – 26/10/2012 – 18:00h)
(sem título—desejo que você coloque o título para que eu possa publicar)”

———–
NOTA DA AUTORA:

Como, a quem pedi o título, até hoje não houvera opinado, resolvi lançar o poema com o mesmo título provisório – “INÉDITA”

Mii 12/11/2012 – 22:10 horas

Publicada no Recanto das Letras

Enviado por Milena Medeiros em 12/11/2012
Código do texto: T3982742
Classificação de conteúdo: seguro

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Poesia de Negra Noite- NEM TENTAR


Não adianta
querer tirar-me de você
Sou tatuagem
estou marcada
em tua pele
em brasa e ferro.
 
Não tente
duvidar
deste amor
que é pequeno
mas forte
que te levará
a nocaute
se não souber
se manter vivo.
 
Nem tentar
tirar-me de ti
e deixar-me à deriva
no oceano de ti.
Eu continuarei
somada aos teus desejos
impondo-me
aos teus delírios
em quaisquer madrugadas…
 
Não,
Não adianta mesmo!
 
Sou tua alma
embora negra
sou tua
em vida
em morte
em tudo!
 
(Negra Noite-11/11/2012- 12:45horas)

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UMA PEQUENA HISTÓRIA DESTE BLOG- Milena Medeiros


Há um tempo fiz esse blog. O primeiro em minha vida. Era um blog muito pesado constituído de diversas plataformas, denominado “LIVESPACE” – um blog inserido no msn (hotmail, messenger, livespace), com um aprendizado muito difícil. Poucos se atreveram a usá-lo. Aqueles que não foram crédulos o bastante para seguir em frente ficaram na arquibancada participando como público, sempre aplaudindo esses blogueiros audazes.

Eu, um certo tempo, estava usando uma das primeiras formas de internet. Uma muito lenta. O livespace como era bastante pesado, demorava horas para se completar e muitas vezes eu desisti.

Quando coloquei uma internet melhor, mais veloz, fui a fundo, atravessando cada etapa de aprendizado desse livespace.

Quando consegui atingir o ponto que eu achava estar bom, o livespace foi vendido para o WordPress.

Alguns amigos blogueiros acabaram desistindo de seus blogs, caso da Carlenebrasil (Lene), essa amiga que sempre está comentando algo que publico aqui, assim como a Maru (Mirian Liliane- da Argentina), e muitos outros…

Eu segui os passos de transferência para o WordPress. E então, por vários meses, ele ficou a deriva. Interessei-me pelo Blogger (produto do Google) e lá montei outros blogs pela facilidade de utilização. Pela simplicidade de estruturar um modelo de blog do nosso jeito.

E então, um belo dia, voltei a olhar o WordPress como um desafio a ser ultrapassado (vencido).

E aqui estou, aprendendo novamente a montar, a aplicar, a estruturar o meu tão querido primeiro blog.

Notaram que no início eu, imatura, ainda tenho os erros e os inconvenientes de uma aprendiz. Eu ainda não consegui consertar de todo.

Este ano, aqui venho mais constantemente. Aprendendo aqui e ali, lendo, relendo os meus posts, editando alguns,  e, assim, eu mesmo me incentivo a vê-lo com os meus primeiros modos de olhar daqueles tempos… Um olhar de ternura, de estar se fitando ao espelho, se reconhecendo… E estou reconhecendo este meu blog que fora tão preterido. Por isso, vocês podem verificar meu constante atendimento à ele.

Notem que não o sei bem ainda, mas já me familiarizei o bastante.

Quem sabe o WordPress traga mais ajuda em nosso bom idioma português para nós brasileiros não tropeçarmos tanto em uns poucos obstáculos para se montar ou manter o blog neste site.

Muito da ajuda deles ainda está em inglês…

Com isso, amigos, seguidores ou aqueles que vem em busca de algo, mostro o princípio, o meio e o fim de todas as minhas publicações aqui. Uma vida, um cotidiano. Nele estão muito de meu caminho no Orkut, onde aprendi a usar solicitando ajuda a terceiros que vieram a se tornarem amigos e seguidores. Tem publicações desses amigos de lá (do orkut) que deixaram suas marcas, suas andanças na internet. Muitos não os tenho mais como companheiros de internet, pois já exclui muitos perfis montados no Orkut e com isso perdi vários desses colegas do mundo virtual. Assim como os que conheci no SONICO, no HI5, no UOL+, no VIDEOLOG e outros tantos por onde naveguei.

À esses deixo meu muito obrigado. Amei cada um da sua forma de ser como eles também me amaram do meu jeito de ser.

Tropeções, tristezas, desavenças, carinhos mútuos, inconformismos, disputas sadias, meiguice, troca de informações, de receitas de vida… tudo de certa maneira foi registrado aqui, neste blog que era conhecido como ALMA DE POETA e eu assinava simplesmente como “MILEN@”.

Procurem se inteirar das publicações iniciais. Nas publicações iniciais  estão histórias de vida, de dia a dia…  Ali pode estar a sua vida, o seu caminho… Ali pode estar uma frase sua dita em algum tempo do passado… Ali pode ter uma imagem que você compartilhou comigo ou com amigos no Orkut, no Youtube, ou em outros sites. Ali pode estar você, simples e humano, sem isso de ser um MUNDO VIRTUAL apenas, passando a ser o nosso MUNDO REAL E HUMANO!

Sejam bem vindos,  sempre!

Milena Medeiros (Milen@) – 10/novembro/2012

4 Comentários

10 de novembro de 2012 · 10:36 PM

Uma imagem e uma mensagem-SE PERDER UM AMOR


ENTÃO TÁ!

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Texto por Milena Medeiros -Deixar-se ser amado!


DEIXAR-SE SER AMADO!

Não é fácil amar

pior mesmo é deixar-se amar.

Leva tempo…

essa fruta que madura  ao pé da paixão.

Quantas vezes desperdiçamos seus frutos

por não saber esperar

por se fazer ausentar da colheita

Por deixar as intempéries corroerem seu antro.

É difícil deixar-se ser amado!

Pois depende do outro

depende de ti

depende do presente, do futuro, do aqui e do agora.

Depende de sorrisos caprichados

de telefonemas inesperados 

de mensagens bonitas …

Quão complicado é isso

que nem os poetas o sabem no dom de seu poetar

fazem frases soltas como pipas no ar

e deixam à nós, simples mortais,

a arte de fazê-las soletrar o be-a-bá do amor!

(Milena Medeiros– 02/11/2012 – vivendo um tempo único onde se plantou a semente e aguarda a germinação!)

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Complicada essa tal solidão à dois!


Solidão é essa espera que me angustia…

não tem com quem compartilhá-la no momento!Imagem

(Negra Noite – 02/11/2012)

Direitos da imagem: cartão do Márcio C.

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Poesia de Milena Medeiros-MEU POETA BEIJA FLOR


MEU POETA BEIJA FLOR

Tu estás me seguindo

como o beija flor

em busca do doce néctar da flor?

Ai meu poeta…

Sabe que assim você me cativa

e  cativada sou uma presa fácil?

Tu saberás me alimentar?

Ouvirá meu cantar nos dias de sol e de chuva?

Trará o doce mel pela manhã,

acordando-me com a beleza do amor?

Acolherás-me sob tuas asas,

protegendo-me do frio da tarde chuvosa

e da noite fria?

Velarás pelo meu sono enquanto a manhã não vem? 

(Milena Medeiros)

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Conto de Mistério de Negra Noite – O CRIME DA RUA 100


Imagem

Ela estava a banhar-se. Mansamente, despreocupadamente…

Em detalhes eu via os movimentos que ela fazia ao contornar os labirintos de suas orelhas. O vai e vem de seus dedos longos, e suas unhas pintadas à francesinha,
nos caminhos sinuosos de suas orelhas.

Eram vistos também por um jovem rapaz, sentado logo atrás dela.
Ele não me notara a fitá-lo. Estava em transe… Quiças pensamentos o invadiam naquele instante?!?!

Eu continuei a observá-la enquanto retirava a maquilagem dos olhos grandes, curiosos, atentos e que, neste momento, estavam quietos, mansos, dormentes.

Cada movimento era tranquilo. Como se nada a perturbasse ou que nós que ali a observávamos nem existíamos… Ou era um estratagema dela?

Quais seus reais propósitos?!?

A tarde se encobria de raios dourados pálidos. O cair da noite se via aquém dos morros e telhados. As sombras se alongavam em direção às portas das residências.

Logo anoiteceria…

O horário entre o entardecer e o anoitecer é muito criativo a inúmeras relações de mistérios…

Um desses mistérios relato agora…

Aquela cortina nunca fora aberta antes. Quem conhecia a casa da esquina da rua 100 por certo não saberia dizer quem ali morava.

A casa continha mistérios desde seu portão em formato de coração atravessado por três flechas.

O jardim, sempre em perfeito estado, mereceria o postal da cidade.

Ali brotavam madrigais, calêndulas, majestosos roseirais multicores, gardênias, jasmins, querubins, dálias, damas-da-noite, antúrios, coroas de cristo, margaridas
silvestres…a outras tantas raridades belezas em cor e formato. Tudo bem disposto, a convidar para adentrar…

Nunca soubera-se de jardineiro ou quem cuidasse com tal zelo aquele arredor à casa.

As janelas sempre encobertas por cortinas em voal, transpareciam que alguém ali vivia e dali observava o mundo…

Os habitantes do bairro pareciam desconhecer o (s) morador(es) daquele lugar ou pareciam-lhes indiferentes.

As portas – duas delas – eram voltadas para o horizonte. Tinham madeiras envernizadas e notavam-se arabescos entalhados, denotando cuidado e esmero – uma
preciosidade da arte manual de algum marceneiro detalhista, talvez!

Haviam dois pequenos lagos. Cada um tinha um linda estátua grega por onde vertia a água, evitando-se a estagnação. Viam-se em relance, peixes em nados calmos.
Talvez carpas…

Uma frondosa árvore serpenteava uma das vidraças, como a proteger de olhares mais curiosos o interior, semi velado pela cortina leve, esvoaçante as vezes, do
vitro aberto por vida.

Não se viam empregados, crianças, cães, outros animais que não os próprios libertos naturais que ali trafegavam como em cumplicidade muda.

Também não se sabe se haviam crianças, velhos ou empresários. Não se notavam movimentos de veículos da garagem na lateral esquerda.

A casa existia, simplesmente.

E como tal, as pessoas que ali passavam ora paravam e se deleitavam com suas belezuras, ora intrigadas continuavam o caminho, sempre dando uma última
olhadela… O que pensariam estas últimas?

As crianças que íam à escola e sempre passaram à frente nunca cismaram em penetrá-la, como artes e peraltices da infância. Entre elas existia um pacto de terror.
Alguém dissera-lhes que ali fora cometido um bárbaro crime, em meados de um ano qualquer e existiam fantasmas que perseguiriam pela vida toda qualquer alma
viva que penetrasse em seus recintos. E isso era um pacto feito em silêncio!

Eu, mudara-me há poucas semanas. Sempre meu olhar recaia sobre aquela casa. Minha janela tinha toda a vista voltada a ela. Dali, sem precisar me expor demais
poderia notar tudo o que ocorresse aos arredores e dentro dela.
Via o balcão do terraço lateral, por onde as vezes um gato molenga se dependura uma das patas e adormecia ao sol das manhãs.

Também notaria algum movimento e outras particularidades se ocorressem no momento em que eu estava ali, àquela janela, não bisbilhotando a vida alheia, mas sim,
observando uma residência bela, quieta, que me aturdia os pensamentos.

Vasculhara por histórias reais com os jornaleiros, os frequentadores dos bares e padaria ao redor… e deles nada vinham, a não ser que era um perfeito mistério
qualquer coisa em alusão à seus moradores.

Até para as donas de casa que varriam suas calçadas, costumeiramente, havia perguntando.
Sempre me olhavam como “suspeito de algo” … algumas até “fugiam” para dentro de suas casas deixando-me estancado ali, sem nada entender…

Intrigava-me a ausência de qualquer notícia. De qualquer informe…

Nos dias em que folgava já era-me predestinado a pesquisar sobre tudo o que pudesse ter ocorrido. Ìa à bibliotecas, lia os jornais e manchetes bem antigos…
Também me propusera a ir à Prefeitura para saber do ano de construção. Quem sabe se a partir de então alguma lógica eu poderia seguir. Porque tudo até o
presente momento eram lacunas, lacunas e lacunas. Meias histórias e nada mais de concreto …

Nos dias que se seguiram minhas idéias corriam soltas junto à imaginação.

Sonhara ser um Sherlok quando adolescente… mas esse mistério estava além de minhas faculdades normais de aprendiz de feiticeiro (li muitas obras de
obscurantismo, bruxarias, contos fantasmagóricos, crimes hediondos, o Fã Clube- este me deixou extremamente perturbado- como uns caras “normais” reunidos  dias após dias em uma casa com uma mulher pelo qual cortejavam como fãs poderiam cometer aquela barbaridade usando um cabide??).

Restava-me ainda ir a um distrito policial…

E dias pela frente fiquei pensando em quais perguntas iriam fazer aos policiais. Se devia fazê-las mesmo… Vai que eu fosse taxado como “suspeito” de alguma história de violência daquela moradia???
Aí, de simples observador iria passar a um presidiário ou condenado por algo que não cometi!- E isso dava-me medo, receio, sei lá…Sabe-se de tantas histórias que um inocente paga pelo criminoso…

Comprara até um caderno de espiral, com umas duzentas folhas só para anotar quaisquer coisas vindas ou oriundas de minhas indagações, pensamentos, decisões etc a respeito dela (da casa). Na capa colei uma etiqueta com os seguintes dizeres: “A CASA DA RUA 100 – crime ou castigo?”

Por vezes passara a noite em claro (embora com luz apagada) espiando de minha janela aquela residência.

A lua cheia dava-lhe aspecto grotesco às vezes, e, outras tantas, um jeito romântico. E isso, algumas vezes, fazia-me percorrer outro ponto. Poderia ter havido uma história de romance? Desses bem fortes…Talvez um suicídio a dois, como na história de Romeu e Julieta?.. Talvez um só tivesse morrido ou matado o outro, por amor, somente? Talvez esse que sobreviveu estivesse ali, por detrás de suas cortinas e portas me vendo, me observando!!!…

Um arrepio subiu-me a espinha…Ai… isso me deu medo! Ser observado por alguém um tanto desvairado…

Pensando nisso, fechei a janela, deitei-me, cobri-me bem… lembrando dos temores de criança onde um cobertor era a nossa salvação dos medos de escuro e de
fantasmas ou de trovão, quando cobríamos a cabeça, o corpo, os pés… tudinho… suados até… e adormecíamos assim para acordar num novo dia, com vontade de tomar um bom café… sem recordar do episódio noturno…

Confesso que também suei, mas logo adormeci…

Acordei com o rádio a tocar…

Levantei-me e abri a janela, com um certo receio, direi…

E aquela hora da manhã avistei muitos carros de polícia em frente aquela casa. Pessoas entravam e saíam de lá de dentro. Pisavam sua grama úmida pelo orvalho da madrugada…

Senti uma espécie de tristeza… como se aquele jardim era imaculado para mim. Não se deviam entrar e nunca pisotear suas flores, seus gramados… “Estruparem” seu interior…

Fiquei atônito com toda essa informação… Não conseguia me mexer. Paralisado e de boca aberta assistia a tudo… e nada entendia.

Nada escutei durante o curto tempo em que adormeci… e no entanto algo tinha ocorrido ou … estaria ocorrendo!!!

Vesti-me rapidamente. Lavei meu rosto, escovei os cabelos e dentes. Pus meus óculos, sem antes lavá-los tirando o embaçado de longas horas de vistoria pela janela…

Não quis o desjejum… somente um pedaço de queijo branco coberto com goiabada. O doce e o meio salgado, como sempre gostara…

Peguei minha câmera (esqueci de dizer que de minha janela também havia tirado muitas e muitas fotos da casa nesses tempos todos de observação), o molho de chaves que de costume sempre esquecia onde houvera deixado… dessa vez estavam sob a almofada do pequeno sofá da entre-sala! Calcei meus sapatos de couro  marrom e lembrei-me que havia os calçados sem meias…não gosto muito de usar assim. Retirei-os e busquei as meias que usara ontem… ainda estavam limpas… calcei-as e em seguida botei os sapatos.

Abri a porta…

Por um breve momento estanquei junto a ela…

Pensei comigo mesmo e disse-me (em voz audível):

– “Estou pronto para saber???”





—-
————e você, está pronto para saber? ————–

(Negra Noite-01/11/2012 – 00:20/00:45 horas)

Publicado no Recanto das Letras por Milena Medeiros em 01/11/2012 –Reeditado em 01/11/2012-Código do texto: T3962859
Classificação de conteúdo: moderado

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Poesia de amor de Negra Noite -MINHA PEDRA PRECIOSA // Vídeo – Beautiful Girl- RPM- by MrDesejos


MINHA PEDRA PRECIOSA

Quantas vezes

eu te vi na vida?

Quantas vezes você passou nos meus sonhos?

Talvez algumas infinidades

de vezes

perdido em seus pensamentos

e eu

solitariamente

vagando a tua procura

em algum lugar remoto

do universo.

Entre estrelas e luas

eu fui te achar

incrustado como pedra preciosa

escondido dentro de ti mesmo.

Agora, para te ter

precisarei resgatar-te

desse esconderijo

onde por vezes

ama estar…

E eu, desbravadora de almas,

ainda desejo-te

e anseio querer-te mais …

muito mais…

(negra noite-16/10/2012 – 23:55h)

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Recomendo ver esse Vídeo- AMOR PERFEITO- JOTA QUEST


Achei tão especial a canção que entrego em reciprocidade um poema que aqui mesmo faço, online.

Início do horário do poema: 21:29h-10/10/2012-Negra Noite

ANJO BOM, AMOR PERFEITO

Tão me  é especial

a Tua entrega

que não meço o momento

desse amor de entrega se fazer.

Anjo perdido

Anjo solto

Anjo vadio no meu peito

Vem,

Não se acanhe

toma-me em teus braços

conduza-me aos altos

prazeres

Eu preciso acostumar

com seus ternos carinhos

pois deles todos preciso

e não ser tão sozinha.

Vem,

tira-me dessa solidão

junte o teu e o meu coração

Faz-me crer que tudo é possível

dentre as possibilidades do amor.

Anjo bom, anjo lindo

Sem você eu não saberei mais viver

Dou-te minha rosa vermelha

Essa que guardo aqui

em meu peito.

Entrego-a sem receio

a ti

que me fazes tão bem…

Estava eu tão perdida em pensamentos

vazios…

sem calor…

na frieza de meu sentimento…

E

agora

canto às paredes

às flores

ao tempo

Como é bom te ter

como é fácil te amar

Como é possível não ter

te encontrado antes

bem antes…

Não ter perdido tanto tempo

sem te sentir

sem ter tuas mãos

a me acariciarem

sem ter você aqui

na minha solidão…

(Negra Noite-10/10/12-21:39h-online no site wordpress)

Publicado no Recanto das Letras

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Ouvi hoje e recomendo- Evie – Johnny Mathis / segue letra e tradução


Evie – Johnny Mathis

There ain’t no future in it, Evie
Não há futuro nisto, Evie
We never should begin it, Evie
Nunca deveríamos ter começado isto, Evie
Someone’s already written a song for you
Alguém já escreveu uma canção para você
You’re so rigth for me
Você é tão perfeita para mim
But i’m all wrong for you
mas eu sou todo errado para você

If time was half a nice guy, Evie
Às vezes eu parecia ser um cara legal, Evie
We migth have had a nice try, Evie
Nós poderíamos ter tido uma boa chance de tentar, Evie
But sometimes a single moment
Mas às vezes um simples momento
Changes all the ones that follow
Modifica tudo aquilo que seguimos
And tho it’s doom’d and damm’d and dying
E embora isso seja uma perdição, uma maldição e algo agonizante

Something in me won’t stop trying
É alguma coisa que nós não deixaremos de tentar
Evie is all up to you
Evie, está em suas mãos
But sometimes a single moment
Mas às vezes um simples momento
Changes all the ones that follow
Modifica tudo aquilo que seguimos
And tho it’s doom’d and damm’d and dying
E embora isso seja uma perdição, uma maldição e algo agonizante
Something in me won’t stop trying
É alguma coisa que nós não deixaremos de tentar
Evie is all up to you
Evie, está em suas mãos

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Conto de Amor por Milena Medeiros- EU LI TUA MENSAGEM


EU LI TUA MENSAGEM

Era uma tarde, num dia de outono quente…
Estavam as folhas caindo à calçada, quando algumas crianças por ali passavam.
Um vento, em redemoinho, afoito, alevantou folhas e finos gravetos lançando-os um pouco mais adiante. E assim foi sendo feito, de tempos em tempos. Sempre um pouco mais à frente…
O vento, assim fazendo, arrastou, por mais dois quarteirões, folhas, finos gravetos, adamascados papéis, pétalas descoloridas de flores…
Encostada à uma branca cerca, uma página ficou. Amarrotada pelo tempo, amarelecida pelo sol, definhando, atonteada junto à uma flor.
De tempos em tempos ainda, o vento, em vão tentava, a flor daquela página separar. Era balançada de lá para cá. De cá para lá. Mas, entre as dobraduras ficou. Inerte. Em desmaio angelical. Como se esperasse a última gota de esperança.
Olhava o céu, o sol, as nuvens e nada mais via…
Num percalço, uma mão intrometida, abeirou-se da flor e da página a separou.
A página, como que inconformada, rangeu-se entre a cerca, como se chorasse o amor que lhe era retirado.
Notando esse gemido, aquela velha mão, pelos anos também amarrotada, a desencostou da amurada, trouxe-a mais para perto de seus dedos e num golpe certeiro a arrebatou do chão e àquela flor ajuntou.
Um homem em idade avançada, com pequenos óculos de aro arrendondados, em sua dificuldade costumeira, notou algo na página rabiscado.
Como que o destino lhe reservasse o poder de realizar algo, solenemente ajeitou-se, num banco ali próximo sentou-se.
Com suas mãos trêmulas firmou a velha página que o vento de algum lugar arrancou.
Piscou os olhos para melhor ler. Pigarreou como se necessário à leitura fosse e com altivo menear da cabeça iniciou a leitura.
Após alguns minutos, que sob aquele sol morno pareceram eternos, baixou as mãos, levantou-se com certa dificuldade, tirou os óculos e os guardou no bolso dianteiro de seu colete.
Andou pela calçada pintada de folhas amarelecidas, escutando sob seus pés o farfalhar delas.
Alguns quarteirões mais estancou-se em frente a um portão semi-aberto, já um tanto desgastado pela intempérie.
Olhou ao redor, ainda um pouco mais olhou à página e a flor em suas mãos…
Avançou portão adentro, com um golpe com os dedos fechados, àquela porta se fez anunciar.
Eis que de dentro, uma jovem bela e plácida, em sorriso angelical, adiantou-se e lhe falou:
_ o que desejas desta casa, nobre senhor?
A esta pergunta, o velho, já corcunda, enfraquecido, um pouco mais pestanejou, antes de se por a falar…
_ li esta página, que o vento trouxe de algum lugar. E nela, na frase aposta, uma dor me tocou…
Notando o semblante tristonho daquele bom velhinho, a moça convidou-o a entrar.
Já assentado numa poltrona de alto espaldar, um tanto indeciso, a página, à jovem entregou.
Esta, tomando conhecimento do teor nela escrito, um “ohh” soltou.
Entre suas alvas e pequenas mãos as do senhor idoso ajuntou, com olhar lacrimejante, sincero e piedoso acrescentou:
_  Ela já se foi para o Eterno, bom velhinho. Deus a levou na primeira primavera após esta data aqui anotada. Agora sei bem o por quê daquele sorriso jovial, logo que fechou os olhos e adormeceu… Ela o amara tanto e, este amor, para sempre o levou!…
Ambos se olharam… Nada mais podiam fazer…
A frase, se quiserem saber, dou-lhes aqui, em primeira mão:
“Meu amado, sou tua, hoje e sempre. Aguardo-te vir me buscar. Estou te esperando junto ao portão!”

LIÇÃO: O AMOR SEMPRE VALE A PENA!

(Milena Medeiros-24/09/2012- escrita online no site Recanto das Letras)

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