Arquivo do dia: 6 de maio de 2019

MUNDO EXTRAORDINÁRIO – supermercado sem operador de caixa em São Paulo


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HUMOR COTIDIANO – voto e birra


“Só votei no Bolsonaro porque o PT tirou todo mundo da pobreza e deixou ‘eu’ …peguei birra!

colaboração da Deyse de Santo André

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PENSAMENTO DO DIA – Sorriso e lágrima


“Por mais que exista um sorriso, por trás dele, sempre haverá uma lágrima esperando a hora certa para cair.”

(Ketteri)

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LEITURA DO DIA – Cartas da Toscana – Domenica de Rosa


Cartas da Toscana

capa Cartas da Toscana

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LEITURA DO DIA – José de Alencar – Lucíola (capítulo xx)


(…) Às cinco horas da manhã estava de pé, vestindo-me para ir buscar Lúcia.

Na véspera ao despedir-se de mim ela me dissera:

—Amanhã mudo-me. Venha-me buscar ao romper do dia. Desejo… careço de entrar apoiada ao seu braço na casa onde vou viver a minha nova existência.

Achei-a pronta e esperando-me; os vestígios da comoção violenta que haviam produzido as amargas recordações, desapareciam sob a plácida serenidade que reslumbrava de sua alma e dava à sua beleza uma suave limpidez.

Partimos a pé, com a fresca da manhã; fizemos um dos mais belos passeios de que se pode gozar no Rio de Janeiro. A casa ainda estava fechada: o preto que a guardava veio abrir-nos o portão; corremos o jardim colhendo flores, enquanto se arejavam as salas para receber-nos. Os cômodos eram suficientes para duas pessoas; Lúcia devia morar com sua irmã, que ia sair do colégio.

Apesar da revelação da véspera, continuava a dar a Lúcia esse doce nome, que estava tão habituado a pronunciar. Uma vez porém ela olhou-me com uma expressão de mágoa:

—Paulo, disse-me com brandura, chama-me Maria!

Desde então quando eu pronunciava esse nome, sua alma tinha enlevos, e ela acompanhava o movimento de meus lábios estremecendo de gozo, como se todo o seu corpo sentisse uma doce carícia.

—Quando me chamas assim, Paulo, murmurava ela, parece-me que tu me embebes e me afagas num só e imenso beijo que me envolve toda

Também a partir daquele momento ela sentia um prazer indizível em articular o meu nome, que seus lábios às vezes desfolhavam num sorriso, e outras debulhavam lentamente, letra por letra, como um favo de mel, que estilassem gota a gota. Nunca Lúcia (quero chamá-la assim ainda, porque foi esse o primeiro nome que amei, e que ainda amo) nunca Lúcia deixara o tratamento cerimonioso que me dava, mesmo no mais íntimo das nossas relações. Nesse dia porém, de repente, sem vexame e sem o menor esforço, começou a atuar-me.

Almoçamos, como os pastores de Teócrito, frutas, pão e leite cru: ainda não havia preparos de cozinha, nem fogo. Por volta de onze horas do dia chegou a criada, com uma menina de doze anos, linda e mimosa como um anjinho de Rafael. Era o retrato de Lúcia, com a única diferença de ter uns longes de louro cinzento nos cabelos anelados. Ana já conhecia a irmã e a amava ignorando os laços de sangue que existiam entre ambas; mas o instinto de seu coração fizera adivinhar à pobre órfã um amor quase materno na afeição ardente e apaixonada que lhe votava Lúcia.

As seis horas da tarde deixei as duas irmãs já definitivamente instaladas no seu modesto retiro.

Continuei a visitá-las todos os dias, mas ao cair do dia. Fora Lúcia quem regulara estas visitas.

—Tens agora o teu escritório, e eu preciso trabalhar para viver; além disso quero ensinar a Ana o pouco que sei. Não podemos estar todo o dia juntos. Vem ver-me à tarde, à hora da ave-maria. Passaremos as noites no jardim, ou passeando. No domingo porém jantarás sempre comigo; se não vieres, sei que não terei fome(…)”

fonte: educadores dia a dia

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