Casas velhas!

Gosto de casas velhas!

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Há dias em que vivo uma tragédia. Há outros marcados por revoluções de minh’alma. Ontem, de tardezinha, quando o sol já fraco ia sumindo no horizonte plano do Suriname, tive vontade de chorar. De chorar a perda do céu, a perda da vida, a perda da dor, a perda da morte e a perda de mim. Não rezava e nem filosofava. Não pensei em Deus, nem em minha esposa e filha e nem nos homens. Olhava… como se olhar bastasse! Contemplava uma casa velha. Viver neste momento sem ela, seria o fim. Tinha se tornado meu sangue, meu ar, minha alma fora de mim, meu ser ao avesso postado a minha frente.

Tinha portas e janelas trincadas, mas não estava abandonada. Feita a mão, com martelo e prego, serrote e formão. Feita com cuspe. Com suor e sangue. Parecia ter alma. Tinha a espessura humana e o…

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Arquivado em JEITO FEMININO

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