Arquivo do dia: 17 de julho de 2015

“E foi assim que tudo começou…” – Lene Fernandes homenageia


Uma homenagem para mim, da amiga-irmã, Carlene Brasil, minha “porkera da mamãe“.

Que Deus seja sempre amoroso assim, comigo, apesar de meus grandes deslizes, põe pessoas maravilhosas em minha vida!

Te amo, amiga linda, Lene Fernandes!!

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17 de julho de 2015 · 7:08 PM

MINHAS PÁGINAS INCOMPLETAS – M. Elaine


Abri seus livros
Foste feito de uma essência diferente
Dessas que cativam,embriagam
Cativam a alma da gente.

Você mostrou algo que eu não conhecia
Antes de ler suas páginas
Aos meus olhos a vida tinha menos cor
Pouca poesia.

Foi uma sensação inigualável
Cada palavra que descobria
A cada rasura sua
Gosto até das coisas que você faz de qualquer jeito,tudo sai perfeito.

Seus rascunhos não precisavam ser refeitos
Até nos erros cometia acertos
E o toque dos seus dedos
Consertavam tudo aquilo que eu não entendia.

A cada página ilustrada
Meus olhos de menina curiosa brilhavam
Seguia as linhas e contornos
Usei de todos os tons de cores
Juntos fazíamos poesia

A beleza cotidiana
De enfeitar a vida dia a dia
Seus sonhos foram meus desejos
Por isso perdi meus medos

Fechei os olhos como num pedido
Um apelo
Firme nos passos
O caminho parecia certeiro

A vôo quase pleno
Nossas mãos se soltam
O laço se rompe
A queda livre me vejo.

Esses planos ainda não saíram da minha cabeça
Eu sei que nada será como eu pensei
A vida prefere ter seu próprio ritmo
Não obedece a caprichos

A porta bateu com tanta força
Senti,como uma violência contra meu corpo
Eu tive um mau preságio naquela noite
Uma forte certeza banhou minha mente

Agora me parece fazer sentido
Aquelas velhas palavras
Nunca saíram de mim
E tudo se encaixa perfeitamente

Você continua sendo a causa da minha febre
A razão pela qual parte inquietante da mente pulsa
O que faz cada palavra desnecessária
Por mais que eu escreva não será o bastante

Por mais que eu grite,nunca será convincente
Eu poderia me desfazer em palavras
Apesar de nada ser suficiente
Elas não serão necessárias

Não dá pra escrever esse livro sozinha
Eu preciso dos seus pontos e vírgulas
Sou queda livre,não consigo frear
Faz falta sua visão nos caminhos
Uma direção em qual estrada pisar

Sinceramente você deixou falhas na minha história
Deixou rasuras no livro que a ti dediquei
Nesse meio tempo parece que perdi o jeito.

No encaixe das suas mãos a vida seria mais fácil de se levar,me sentia exatamente como hoje
Você me deu razões para continuar
E agora nessa fase da vida,falta me faz.

Cansei dessas páginas em branco
Quero o seu colorido desenhado da minha alma.

[M.Elaine]

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Confira – texto de Milena Medeiros


Não me parece
Que você deseja-me,
Com desejos sem pudor.
Tenho, comigo, que sou
Aquela amiga
De tempos idos
Que ao se encontrar numa
Esquina qualquer
Surpreende-se
Diz:ohhh, quanto tempo,
Bom te ver!”

[Milena Medeiros]

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Casas velhas!


Gosto de casas velhas!

Conto10 Foto do google

Há dias em que vivo uma tragédia. Há outros marcados por revoluções de minh’alma. Ontem, de tardezinha, quando o sol já fraco ia sumindo no horizonte plano do Suriname, tive vontade de chorar. De chorar a perda do céu, a perda da vida, a perda da dor, a perda da morte e a perda de mim. Não rezava e nem filosofava. Não pensei em Deus, nem em minha esposa e filha e nem nos homens. Olhava… como se olhar bastasse! Contemplava uma casa velha. Viver neste momento sem ela, seria o fim. Tinha se tornado meu sangue, meu ar, minha alma fora de mim, meu ser ao avesso postado a minha frente.

Tinha portas e janelas trincadas, mas não estava abandonada. Feita a mão, com martelo e prego, serrote e formão. Feita com cuspe. Com suor e sangue. Parecia ter alma. Tinha a espessura humana e o…

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A fé que faz deus existir do nada!


Conto12 Foto do google

Segunda-feira, sentado na beira da cama no silêncio das cinco e meia da manhã, tive vontade de rezar. Não pronunciei nenhuma palavra. Fiquei calado olhando as cortinas da janela ainda fechada. A penumbra lá de fora evitava que houvesse alguma imagem que me distraísse. Quis dizer umas palavras, mas não consegui. Faltava-me algo, na verdade, me faltava alguém, o interlocutor. Senti um vazio. Não um vazio intencional porque eram meus ensejos que me levavam à orar, mas senti o vazio do lugar do outro. Rezar a quem? Com quem falar?

Nesta manhã, Deus não estava perto de mim. Talvez nunca estivesse e todos os meus lamentos e orações passadas não passaram de solilóquios ou monólogos entre meus ‘eus’. Tenho vários. Todos temos muitos “eus” e cada qual mais obsceno do que o outro. Frequentemente, estão resvestidos de uma máscara. Outras vezes, estão todos encavalados em cima um…

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