TALVEZ SEJA TARDE


TALVEZ SEJA TARDE… 
TALVEZ…

TALVEZ EU NÃO TE VEJA
E SE EU TE VER
TALVEZ NÃO TE SAIBA.

TUDO ESTÁ PASSANDO
RÁPIDO DEMAIS
E NÃO CONHEÇO MAIS ESSE TEMPO

SINTO-ME FORA
O MUNDO AO LARGO
SERTANEJA SEM TERRA
SAUDADE SEM RECORDAÇÃO

NADA ESPERA
NEM O TEMPO
NEM O SOL

SÓ VEJO-ME INERTE
EM TEMPESTADE
QUE NÃO CHEGOU

TALVEZ NADA EXISTA, 
DE FATO,
OU DE FATO EU NÃO EXISTA MAIS

HÁ UM LUGAR
QUE CHAMOU-SE VIDA
HÁ UM PONTO
QUE NEGOU-ME PASSAGEM

E EIS-ME AGORA 
FORASTEIRA,  SEM PEDIR CARONA
VOU ANDANDO NEM SEI PARA ONDE

TALVEZ SEJA TARDE…
TARDE PARA NUNCA MAIS
E SEI QUE O NUNCA É LOGO MAIS

E EU  QUE VI O AMOR PASSAR BEM ALI,
NA DOBRA DO MUNDO…
AGORA SOU A SOLIDÃO 
DEFRONTE AO TEU PORTÃO!




 08/08/2011




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Arquivado em milena medeiros, POESIA

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